O coração vai respirando o que o cérebro bate, martela em sons garrafais.
A alma vivência o lado da vida em que o corpo pressente o silêncio da morte.
Assim se ia Paulo, parceiro dos botecos, amigo das discotecas, fã da pescaria.
Nos momentos finais Paulo, já não vivia, provava do alimento sem degustá-lo, nem ao menos a cachaça armagurada ele sentia, apesar de tê-la trocado pelo etanol de seu Passat 78.
Paulo não ria, seu choro era audível nos olhos de quem o conhecia e numa inconstância de lucidez pensava em desistir.
Paulo era meu amigo, conhecido das noitadas mas também pelas amizades verdadeiras, dos amigos dos dias. E num dia de inverno eu o conheci, Paulo estava a cochilar na calçada da praça e a pinga era sua água. Naquele dia Paulo mormurava, e a piedade divina ele desejava.
Hoje ao escrever sobre suas falas eu lembrava. Memórias de palavras que após anos foram transcritas na sua lápide já envelhecida.
Paulo meu amigo te digo adeus e desejo a Ti que suas palavras sejam realizadas. Desejo que nos céus que tú chegastes a pinga então seja menos amarga e que ela lhe trague a lucidez por você tão desejada. Que a pinga não seja de álcool mas que seja apenas metáfora que uso agora para desejar lhe a paz que aqui em vida tua alma não alcancaste.
A alma vivência o lado da vida em que o corpo pressente o silêncio da morte.
Assim se ia Paulo, parceiro dos botecos, amigo das discotecas, fã da pescaria.
Nos momentos finais Paulo, já não vivia, provava do alimento sem degustá-lo, nem ao menos a cachaça armagurada ele sentia, apesar de tê-la trocado pelo etanol de seu Passat 78.
Paulo não ria, seu choro era audível nos olhos de quem o conhecia e numa inconstância de lucidez pensava em desistir.
Paulo era meu amigo, conhecido das noitadas mas também pelas amizades verdadeiras, dos amigos dos dias. E num dia de inverno eu o conheci, Paulo estava a cochilar na calçada da praça e a pinga era sua água. Naquele dia Paulo mormurava, e a piedade divina ele desejava.
Hoje ao escrever sobre suas falas eu lembrava. Memórias de palavras que após anos foram transcritas na sua lápide já envelhecida.
Paulo meu amigo te digo adeus e desejo a Ti que suas palavras sejam realizadas. Desejo que nos céus que tú chegastes a pinga então seja menos amarga e que ela lhe trague a lucidez por você tão desejada. Que a pinga não seja de álcool mas que seja apenas metáfora que uso agora para desejar lhe a paz que aqui em vida tua alma não alcancaste.