terça-feira, 17 de abril de 2018

"Carta Indígena de Seatle" COMENTÁRIO


Podemos observar nesta carta a preocupação do chefe indígena com a natureza, o respeito e o amor com a terra, o ar, a água e os animais. 
A percepção dos índios de que o ser humano necessita da natureza e de que deve respeitá-la é muito presente em sua sociedade, eles valorizam suas tradições e seus antepassados e demonstram em suas celebrações e ações o respeito com ela. Afinal eles se enxergam como parte da natureza e percebem que existe um equilíbrio vital entre tudo que existe.
O homem "branco" ou "civilizado" há muito perdeu esse elo de respeito com a natureza, ele desenvolveu em séculos de guerras ( entre invadidos e invasores, oprimidos e opressores),  e do próprio capitalismo a ganância por tentar conseguir mais do que necessita, e assim o equilíbrio ou respeito com a natureza foi cessado quase que por completo ou para a maioria deste povo "civilizado".
Atualmente estamos observando uma maior valorização da natureza, pois a duras penas e com muito sofrimento, a "civilização" percebeu que ela é grande prejudicada por esse desiquilíbrio ambiental. Assim notamos que medidas que previne e que busquem amenizar os impactos já causados estão sendo cada vez mais tomadas, e isso é notável em quase todas nações do globo ( pelos governos ou pelas iniciativas privadas).
Só temos um planeta e a noção de que estamos esgotando seus recursos naturais são evidentes, e com esse ponto de vista preservar passa a ser um processo de sobrevivência ( para muitos a recuperação do meio ambiente  está sendo um processo lucrativo  que demanda tecnologia, inteligência e sensibilidade). 
Falta de água potável, doenças, uso indevido de agrotóxicos, poluição do ar e sonora, e muitas outras consequências deste desiquilíbrio ambiental evidenciam que o ser "civilizado" optou por um caminho não muito sábio e que se ouvisse o "homem vermelho" ou a sua própria natureza ( pois como o próprio índio disse, somos todos filhos da terra) talvez conseguiríamos  ter atualmente um mundo mais evoluído e ao mesmo tempo mais harmônico e equilibrado ecologicamente, visto que seriamos mais autossustentável, com mais igualidade social e financeira.
Penso que  a Engenharia de Segurança do Trabalho, deva ter um olhar de futurismo, ou seja, prever situações que possam ser trabalhadas no presente afim de evitá-las no futuro. Portanto a sabedoria do indígena aliada a sabedoria do " homem branco" deveriam ser somadas, e neste quesito deve ser o engenheiro de segurança, deve ser um potencializador de conhecimentos e estratégias aliado ao dono do capital e aquele que faz a ação dentro da empresa ou do local de trabalho, evitando danos a saúde e a vida dos envolvidos, preocupado enfim com o ambiente e tendo a consciência de que a natureza deve ser nossa maior aliada.
Para nossa sorte, observo que as mudanças estão ocorrendo, embora em baixa velocidade, mas a conscientização que outrora era forçada, agora já é desejada

Nenhum comentário:

Postar um comentário