O silêncio grita assim como o barulho cala.
O óbvio às vezes foge ao elementar assim como o fruto se transporta para longe do caule.
A vida se confunde em pensamentos e no emaranhado deles nos desfazemos.
Confundimos emoções, sonhos e desejos e nos perdemos no foco real.
A sinapse nos eleva a condição racional mas nos limita ao ser mortal, preso nos números da vida.
Os anos passam velozes, o fruto vira árvore, cresce e origina outras vidas.
O caule envelhece, se finda e aduba ao seu redor.
O silêncio das árvores se contrapoe ao gritar do homem, este pensa e sente, cala na hora da morte.
Ao homem cabe agir e semear o mundo, adubando com ações, exemplos e sonhos.
Aos seres humanos cabe a maravilhosa dádiva de arbitrar e refletir, sonhar e construir.
Quando voltamos às origens, a sensibilidade da fé somos capazes de compreender que a luz do mundo é Jesus.
O primogênito que é o exemplo que não se perde, a vida que não se finda, a palavra que se faz forte e calma.
Jesus é a árvore com frutos preciosos, é a calma na tempestade, a palavra que escutamos no silêncio, a vida que transborda e vence a morte, é a mão que nos sustenta, é o pai e o irmão, é a vida que há em mim e em nós.
Fernando Fernandes da Fonseca
20/12/2021
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