sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DEPRESSÃO

Inicio este artigo no dia  08/12/2017, não uso de instrumentos científicos, de autores, ou de qualquer outra forma de conhecimento, alias só uso meus sentimentos...meu coração.
Não pretendo nem formata-lo, minha intenção é lança-lo de forma direta, sem rodeios, sem releitura, tendo o objetivo apenas de descrever os sentimentos que me perturbam. Afinal escrever para mim é uma válvula de escape e acredito que todos devem ter a sua.
Depressão para mim é um sentimento de tristeza persistente, que quer afundar toda estima do indivíduo, somos sempre nossos piores inimigos, nossos maiores desacreditadores, perturbamos o meio em que vivemos  com energias baixas.
Tornei-me mecânico, no sentido da tristeza ser consolidada em tudo que penso, e neste sentido trabalhar foi escapar da reflexão interna que me leva a sofrer.  Vivi para o trabalho, respirei  a atividade, a produção. Pois parar para pensar doía, mesmo que sem sentido o raciocínio direcionado a minha pessoa me fazia sofre, me faz.
Engraçado antes de iniciar este texto meu sentimentos eram capazes de produzir quantidades sem fim sobre este tema, sinto que meu escape ainda é eficiente, mas não posso escrever a todo o momento e me utilizar desta válvula em todos ambientes.
Meu sentimento  transpassa a adolescência e me remota a infância, sempre me observei como alguém que sofre demais, que tem energia de menos, que se subvaloriza, que se esconde por temer ser rotulado de maneira errada, pois o que sinto realmente não interessa a 99,99% das pessoas e fazem sofrer  0,01%  das pessoas no universo a qual pertenço. Percebo porém que até mesmo para as pessoas mais próximas e que conhecem parte da complexidade do meu ser, já me tornei um fardo pesado.
Na minha ignorância me permito observar o passar dos anos sem ter a força para mudar, apesar de não ter certeza no compromisso efetivo sobre o dever de mudar. Sinto profunda frustração das pessoas para com minha tristeza, mas minha autoestima é insuficiente para me impulsionar e provar o contrário.
Acredito que pessoas alegres são simplesmente alegres pelo  fato de ser, assim como sou triste pelo simples fato de ser.
Mecanismos cerebrais se concretizam em nossas ações, recebemos informações a todo o momento e interpretamos das mais diversas formas, a pessoa depressiva se sente excessivamente julgada, e por isso deve se afastar de pessoas com instintos julgadores, pessoas que usurpam energia, mas ao mesmo tempo me sinto ligados a essas pessoas e me neutralizo quase que instantaneamente.
O deprimido se sente ilhado, pois ele é julgado de forma intensa e por mais que faz e realiza não se sente valorizado, seu fardo pode ser seu conhecimento,  suas convicções são bombardeadas pois nós a subestimamos  até mesmo aquilo ao qual temos maior certeza, e desta mesma maneira nossas dúvidas se tornam maiores e intensas, podendo assim também ser subestimadas e deixarem de  ser duvidosas para serem reais ou inexistentes.
O depressivo, portanto não tem convicção, tem apenas tristezas e uma vontade intensa de mudar, de modificar sua essência pois passa a acreditar que seu eu é o seu pior inimigo.
Vivemos em um mundo de profundas mudanças e cobranças, o depressivo acostuma as cobranças e sabem por precaução sabem se defender emocionalmente, mas as mudanças arrebentam o depressivo, as jogam para o fundo do poço.


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