segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pequeno Trabalho


Exemplificaremos a questão criando um cenário trágico e fictício de rompimento de uma barragem de mineração de ouro, sendo seus rejeitos principais o mercúrio, o arsênico e o cromo.
O engenheiro de segurança do trabalho deverá realizarconstante monitoramento utilizando-se de vários indicadores, entre eles os químicos, os físicos e os biológicos de qualidade da água, tomaremos em nossa pesquisa apenas os químicos.
O monitoramento da água deve realizado pela própria empresa ou empresa terceirizada desde que empresa seja competente e idônea, assim deve-sea água ser avaliada sistematicamente, pontos de captação e análise da água serão criados e a qualidade da água deve obedecer aos parâmetros definidos na NR7e no CONOMA.
O engenheiro de segurança deverá fazer todo um rastreamento de funcionários envolvidos no acidente, requerendo exames médicos e laboratoriais que possam indicar alguma patologia que venha a ser proveniente de acidente de trabalho. Aempresa deve adotar medidas que reduzam os danos e ofereçaa todaestrutura de medicina e análise para que população envolvida e o meio ambiente sejam menos prejudicados possível.
De antemão o engenheiro de segurança deverá conhecer todos os rejeitos que são trabalhados na empresa, as formas de contaminação e os danos tóxicos que estes trazem ao organismo. Com essas informações e com um mapeamento da área acometida, o engenheiro deve se lançar ao campo de informação e coletas todos os dados disponíveis,sendo de suma importância documentar todos os procedimentos tomados, todas as análises e orientações, todas as recomendações e estratégias de combate ao mal originado do desastre.
Portanto, ele deverá compreender que os indicadores de qualidade química em um ambiente natural estão relacionados ao potencial hidrogeniônico (pH), alcalinidade, cloretos, ferros, manganês, nitrogênio, fósforo, fluoretos, oxigênio dissolvidos,  matéria orgânica, componentes orgânicos e inorgânicos , dureza, entre outros compostos que podem estar presentes na água,  e que pelo rompimento da barragem certamente haverá a  presença  aumentada de arsênico, cromo e mercúrio e de outros dejetos em proporções maiores que as aceitáveis pela resolução357/2005 do CONOMA, colocando em risco toda a vida aquática e animal daqueles que utilizam destas águas.
A água, portanto tornou-se com alto poder de toxidade e todos os alimentos que provém da vida aquática também visto que esses metais pesados se propagam através da cadeia alimentar, ou seja, o produto desta água é contaminado e contaminante.
A empresa deve trabalhar aconscientização e ”convocar” os populares afetados para arealização de exames periódicos de sangue e de saúde (metais pesados têm a capacidade de ir se acumulando dentro na célula do organismo, provocando problemas como alterações renais, lesões cerebrais e até mesmorisco de câncer), evitando assim um maior dano a população,ambientetambém deve ser constantemente analisado, estudando a biodiversidade ecológica afetada. Para com os profissionais aempresa deve constatar aocorrência ou agravamento das doenças profissionais definidos na NR7, sendo verificada as alterações que revelem qualquer tipo de disfunçãode órgão ou sistema biológico, através de exames constantes dos quadros I e II, mesmo que sem sintomatologia. Caberá ao médico ou encarregado a solicitação à empresa da Comunicação do Acidente de Trabalho, indicar afastamento do trabalhador,encaminhá-lo a previdência social e orientá-lo quanto à adoção de medida no ambiente de trabalho.

Podemos afirmar que o engenheiro deve agir junto à empresa, defendendo a saúde de seus funcionários e oferecendo a população e ao ambiente, estratégias que possam amenizar danos oriundos do acidente do rompimento da barragem. O trabalho consiste em oferecer estratégias de segurança, conhecer os riscos e oferecer capacitação, requerer ao empregador a implementação devida de EPIs e de EPCs, adequar à empresa as NRs vigentes e a toda orientação que preconize a segurança, um exemplo deste cuidado é a NR9, pois está visa garantir a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte dos empregadores, do chamado Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, com o intuito de preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores, através da antecipação, do reconhecimento e do conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais, levando em consideração a proteção do Meio Ambiente e dos seus recursos naturais  devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o PCMSO (NR7). Assim, tal fatalidade deve já ter sido analisada pela empresa juntamente aos seus técnicos e entre eles o engenheiro de segurança, pois a PPRA deve incluir etapas como antecipação e reconhecimento dos riscos, estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle, avaliação de riscos e da exposição dos trabalhadores, implantação de medidas e controle e avaliação de sua eficácia, monitoramento da exposição aos riscos, registro e divulgação dos dados.

Noto que o governo através de técnicos  deverá também colher todas às informações sobre os impactos gerados, fiscalizar as ações para sanar a tragédia e aplicar multas conforme o tamanho do impacto, investigar as falhas possíveis para que a tragédia fosse efetuada, além de ajudar na reconstrução da dignidade humana e na reestruturação do equilíbrio ecológico.

Na ruptura de uma barragem vemos também a omissão do governo na fiscalização e na formulação conjunta as empresas na busca de medidas de segurança que antevê uma catástrofe.
No caso da Samarco foi um desastre que poderia ter sido evitável. Lamentavelmente o acidente gerou a perda de vidas, de famílias, de sonhos e esperança, a natureza demorará anos para se recuperarem de tal impacto, cicatrizes enfim permanecerão.  Só nos resta aprender com o desastre e ser um agente de permanente vigia para que a cena não torne a ocorrer, afinal vidas é o bem maior de qualquer sociedade.
REFERÊNCIAS

Nenhum comentário:

Postar um comentário