Exemplificaremos
a questão criando um cenário trágico e fictício de rompimento de uma barragem
de mineração de ouro,
sendo seus rejeitos principais o
mercúrio, o arsênico e o cromo.
O
engenheiro de segurança do trabalho deverá realizarconstante monitoramento
utilizando-se de vários indicadores,
entre eles os químicos, os físicos e os biológicos de qualidade da água,
tomaremos em nossa pesquisa apenas os químicos.
O monitoramento da água deve realizado pela própria
empresa ou empresa terceirizada desde que empresa seja competente e idônea,
assim deve-sea água ser avaliada sistematicamente, pontos
de captação e análise da água serão criados e a qualidade da água deve obedecer
aos parâmetros definidos na NR7e no CONOMA.
O
engenheiro de segurança deverá fazer todo um rastreamento de funcionários
envolvidos no acidente, requerendo exames médicos e laboratoriais que possam
indicar alguma patologia que venha a ser proveniente de acidente de trabalho.
Aempresa deve adotar medidas que reduzam os danos e ofereçaa todaestrutura de
medicina e análise para que população envolvida e o meio ambiente sejam menos
prejudicados possível.
De
antemão o engenheiro de segurança deverá conhecer todos os rejeitos que são
trabalhados na empresa, as formas de contaminação e os danos tóxicos que estes
trazem ao organismo. Com essas informações e com um mapeamento da área
acometida, o engenheiro deve se lançar ao campo de informação e coletas todos
os dados disponíveis,sendo de suma importância documentar todos os
procedimentos tomados, todas as análises e orientações, todas as recomendações
e estratégias de combate ao mal originado do desastre.
Portanto,
ele deverá compreender que os indicadores de qualidade química em um ambiente
natural estão relacionados ao potencial hidrogeniônico (pH), alcalinidade,
cloretos, ferros, manganês, nitrogênio, fósforo, fluoretos, oxigênio
dissolvidos, matéria orgânica,
componentes orgânicos e inorgânicos , dureza, entre outros compostos que podem
estar presentes na água, e que pelo
rompimento da barragem certamente haverá a presença aumentada de arsênico, cromo e mercúrio e de
outros dejetos em proporções maiores que as aceitáveis pela resolução357/2005
do CONOMA, colocando em risco toda a vida aquática e animal daqueles que
utilizam destas águas.
A
água, portanto tornou-se com alto poder de toxidade e todos os alimentos que
provém da vida aquática também visto que esses metais pesados se propagam
através da cadeia alimentar, ou seja, o produto desta água é contaminado e
contaminante.
A
empresa deve trabalhar aconscientização e ”convocar” os populares afetados para
arealização de exames periódicos de
sangue e de saúde (metais pesados têm a capacidade de ir se
acumulando dentro na célula do organismo, provocando problemas como alterações
renais, lesões cerebrais e até mesmorisco de câncer), evitando assim um maior dano
a população,ambientetambém deve ser constantemente analisado, estudando a
biodiversidade ecológica afetada. Para com os profissionais aempresa deve
constatar aocorrência ou agravamento das doenças profissionais definidos na
NR7, sendo verificada as alterações que revelem qualquer tipo de disfunçãode
órgão ou sistema biológico, através de exames constantes dos quadros I e II,
mesmo que sem sintomatologia. Caberá ao médico ou encarregado a solicitação à
empresa da Comunicação do Acidente de Trabalho, indicar afastamento do
trabalhador,encaminhá-lo a previdência social e orientá-lo quanto à adoção de
medida no ambiente de trabalho.
Podemos afirmar que o engenheiro
deve agir junto à empresa, defendendo a saúde de seus funcionários e oferecendo
a população e ao ambiente, estratégias que possam amenizar danos oriundos do
acidente do rompimento da barragem. O trabalho consiste em oferecer estratégias
de segurança, conhecer os riscos e oferecer capacitação, requerer ao empregador
a implementação devida de EPIs e de EPCs, adequar à empresa as NRs vigentes e a
toda orientação que preconize a segurança, um exemplo deste cuidado é a NR9,
pois está visa garantir a obrigatoriedade da
elaboração e implementação por parte dos empregadores, do chamado Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais, com o intuito de preservar a saúde e a
integridade dos trabalhadores, através da antecipação, do reconhecimento e do conseqüente
controle da ocorrência de riscos ambientais, levando em consideração a proteção
do Meio Ambiente e dos seus recursos naturais devendo estar articulado
com o disposto nas demais NR, em especial com o PCMSO (NR7). Assim, tal
fatalidade deve já ter sido analisada pela empresa juntamente aos seus técnicos
e entre eles o engenheiro de segurança, pois a PPRA deve incluir etapas como
antecipação e reconhecimento dos riscos, estabelecimento de prioridades e metas
de avaliação e controle, avaliação de riscos e da exposição dos trabalhadores,
implantação de medidas e controle e avaliação de sua eficácia, monitoramento da
exposição aos riscos, registro e divulgação dos dados.
Noto que o governo
através de técnicos deverá também colher todas às informações sobre os impactos
gerados, fiscalizar as ações para sanar a tragédia e aplicar multas conforme o
tamanho do impacto, investigar as falhas possíveis para que a tragédia fosse
efetuada, além de ajudar na reconstrução da dignidade humana e na
reestruturação do equilíbrio ecológico.
Na
ruptura de uma barragem vemos também a omissão do governo na fiscalização e na
formulação conjunta as empresas na busca de medidas de segurança que antevê uma
catástrofe.
No
caso da Samarco foi um desastre que poderia ter sido evitável. Lamentavelmente
o acidente gerou a perda de vidas, de famílias, de sonhos e esperança, a
natureza demorará anos para se recuperarem de tal impacto, cicatrizes enfim
permanecerão. Só nos resta aprender com
o desastre e ser um agente de permanente vigia para que a cena não torne a
ocorrer, afinal vidas é o bem maior de qualquer sociedade.
REFERÊNCIAS
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/11/rompimento-de-barragens-em-mariana-perguntas-e-respostas.html. (Acesso em 21/04/2018)
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252016000300010. (Acesso em 22/04/2018)
http://abep.org.br/xxencontro/files/paper/827-763.pdf. (Acesso em 22/04/2018)
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2015/12/qualidade-das-aguas-afetadas-pelo-desastre-de-mariana-e-finalmente-revelada.html. (Acesso em 24/4/2018)
https://www.tuasaude.com/principais-sintomas-de-contaminacao-por-metais-pesados/. (Acesso em 24/04/2018)
https://capacitacao.ead.unesp.br/dspace/bitstream/ana/74/4/Unidade_2.pdf. (Acesso em 25/04/18)
https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/11/mariana-os-dramas-e-culpas-pela-tragedia.html.(Acesso em 25/04/18)
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